Quebraste-me

Eu Te entreguei minha inteireza
E voltei em cacos
Em pedaços tão miúdos que dificulta qualquer reconstrução
Em pedaços tão agudos que cortam a própria carne, a própria alma
E ferem a todos
A fé que me deste parecia sólida
E agora essa desesperança líquida
A confiança foi amassada, pisoteada, ultrajada, desprezada
Brincaste com urgências demasiado sofridas
Não ligaste para o todo que ali havia
Com requintes de crueldade, arrancou-me todo o lado de dentro
Deixando oca a casca imprestável
É preciso muito mais que cem graus para que a ebulição torne essa dor etérea e longínqua
Vou aquecendo o frio daqui como é possível
Por quanto tempo não sei
Pelo tempo que for necessário
Ou pelo tempo que me for possível?

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