A loucura mora ao lado (ou dentro). E cresce…

Perceber a barriga crescendo e o corpo transformando-se, dia a dia.
Ao se vestir, sentir as roupas mais apertadas.
Em frente a qualquer espelho, observar as mudanças que já gritam por todo lado.
Em qualquer ocasião, pôr as mãos sobre o ventre numa atitude protetora e carinhosa
e ainda fechar os olhos e sorrir delicadamente pelo estado de plenitude.

Seria mágico, se não fosse insano!
Meu cérebro me boicota toda vez que as mãos apalpam o resultado da dupla mortal: descontrole alimentar + falta de atividade física.
Tem certeza: não é gordura, é o tão esperado reflexo da vida sendo construída.
E, sim, eu me deixo enlevar pelo sonho e viver, por míseros segundos que seja, aquela felicidade.
Permitam-me uma correção: seria cômico, se não fosse trágico!

Isso não é gravidez psicológica ou nada que o valha, pois minha razão conhece a loucura desses pensamentos, mas meu emocional anseia tanto por esse afago que arrasta todo meu corpo junto.
Mas a volta tem sido cada vez mais difícil e dolorida.

Não há vida que se construa aqui dentro.
Se assim continua, não há vida que seja possível aqui fora.

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