O saldo de uma tarde na livraria

Em busca de fôlego para erguer a cabeça e seguir adiante com menos peso nos ombros, passei boa parte da tarde na livraria.

Lá encontrei alguns confortos, como o livro da Amy Morin, que fala sobre atitudes mentalmente nocivas (o título é imenso, nada parecido com o tipo de literatura que me chamaria atenção, não fosse meu momento atual). No post que deu origem ao livro, uma ideia do conteúdo.

De bônus, pesquisando agora sobre a autora, descobri o : 8 Things Mentally Strong People Do Every Single Day. Interessante reflexão.

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Em Perdas Necessárias, de Judith Viorst, um capítulo inteiro sobre Amor e Ódio no Casamento. Tão perfeitas e tristes descrições da realidade inevitável…

“Os amigos são menos do que perfeitos. Aceitamos suas imperfeições e e nos orgulhamos do nosso senso de realidade. Mas, quando se trata de amor, teimosamente nos agarramos às ilusões – visões conscientes e inconscientes de como as coisas deviam ser. Quando se trata de amor – amor romântico, amor sexual e amor conjugal -, precisamos aprender outra vez, com dificuldade, a desistir de todos os tipos de expectativas.

“Mas o contraste entre o casamento que se desejava e o casamento conseguido abrange mais do que o desapontamento romântico e sexual. Pois, mesmo para quem se casa com uma visão realista do que deve ser o casamento – e da pessoa com quem está se casando -, a condição de casado pode não corresponder a alguma e às vezes a todas as expectativas. De que sempre estarão ali um para o outro. De que sempre serão fieis e leais. De que aceitarão as imperfeições um do outro. De que jamais se ofenderão gravemente. De que, embora esperando discordar em muitas coisas sem importância, sem dúvida, concordarão nos assuntos importantes. De que serão honestos e de coração aberto um para o outro. De que um sempre defenderá o outro. De que o casamento será o santuário, o refúgio, o “céu num mundo sem coração. Não necessariamente. E, por certo, não o tempo todo. […]
A inimizade aparece porque as expectativas não realizadas tornam-se metáforas para tudo o que falta no casamento…

“Uma pessoa, sem nenhuma hostilidade, agressão ou intenção de ferir – apenas através da expressão de sua existência -, pode ser prejudicial para outra.”

Foi esse meu alimento de hoje. Lembrar-me de recarregá-lo a cada recaída.

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